Lembrando de uma frase quase sempre atribuída a Einstein, “Fazer todos os dias as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é a maior prova de insanidade”, o que é uma verdade. Mas eu diria isto da seguinte maneira: Se o mundo muda hoje em uma velocidade espantosa, é uma insanidade não mudar também. Usando um termo muito forte: é suicídio!

Na realidade, o mundo nos obriga a mudarmos! E para fazer sentido dentro deste furacão de mudanças só mudando nossa postura e forma de pensar. As melhores práticas já foram ontem. Hoje e amanhã, é preciso os melhores pensamentos.

Antevendo o mundo hostil e incerto que viria pela frente, foi que entre 1986 e início dos anos 90, militares do  Colégio de Guerra do Exército norte-americano criaram o conceito do mundo VUCA para seus alunos, oficiais militares de alta patente. O nome é o acrônimo de Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity, (que traduzido significa, volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade).

Mudanças rápidas de estratégia, e dificuldade para interpretar e analisar fatos neste contexto complexo e de incertezas seriam os cenários que enfrentariam.

Mas não foi só o mundo militar que mudou. Quando as empresas perceberam que que suas estratégias e táticas engessadas passaram a não fazer mais sentido frente as mudanças cada vez mais rápidas em seu universo corporativo, entenderam que se falava de um mundo novo, que foi apresentado a elas pela primeira vez por volta de 2008.

Algumas mudaram, outras pensam que mudaram.

Então o VUCA, veio considerar que, a volatilidade se deve a um mundo que está em ebulição, em constante mudança, dia a dia mais instável, e independente das magnitudes destas mudanças a imprevisibilidade está presente. Quando achamos que entendemos a relação causa e efeito, já era. O inesperado muda toda a situação!

A incerteza, porque dia a dia fica mais difícil antecipar os acontecimentos e como se desenrolarão; os históricos passados utilizados nas projeções futuras, estão perdendo relevância e aplicabilidade para prever o que e como virão os novos eventos.  Está se tornando praticamente impossível planejar a longo prazo. O amanhã já é difícil, quanto mais 5 e 10 anos a frente.

A crescente complexidade dos cenários econômico, social e político exige novas e rápidas alternativas para a solução de pequenos e grandes problemas no campo empresarial. As soluções e caminhos não podem ser únicos. Tudo é multifacetado, mais difícil de entender.

A ambiguidade é no ambiente das análises. São raras as coisas completamente claras ou determináveis ​​com precisão. Como se fala muito hoje, nem tudo é preto e branco, entre eles existe o cinza! As questões sobre a gestão moderna e as organizações hoje, são mais paradoxais do que nunca. O que vinha simplificar, acabou por complicar. O que devia desburocratizar, acabou burocratizando e engessando a tomada de decisões.

O mundo digital, nos trouxe uma quantidade e velocidade de informação tal que nos colocou no olho do furacão. Sim, porque cientificamente o olho de um furacão, a parte central dele, é uma área com os ventos mais fracos e o tempo mais brando e em alguns casos, é possível até ver o céu azul ou estrelado. Mas é uma calmaria totalmente enganosa.

É o que acontece com o mundo digital que veio dar força ao VUCA.

VUCA é mais do que uma palavra da moda!

É uma forma de pensar e abordar soluções dinâmicas para a dinâmica do mundo digital em que vivemos. É o como vincular de forma inteligente, aquilo que foi testado e aprovado ao novo a ser criado. Combinar habilidade e arte.

Este é um assunto que ainda vamos continuar explorando.

Mas hoje vou terminar este blog  com Charles Handy  – filósofo e economista social irlandês : “Enquanto o gerente heroico do passado sabia tudo, podia fazer tudo e resolver todos os problemas, o gerente pós-heroico pergunta como cada problema pode ser resolvido de uma maneira que desenvolva a capacidade de outras pessoas para lidar com ele.”

No próximo blog vamos ver o VUCA que resolve o VUCA.

 

Até lá. Aguardem!